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MUNDO CRISTÃO

novembro 16, 2010

Filho do chefão do Hamas se converte ao cristianismo e entrega o pai

O palestino Mosab Hassan Yousef colaborou com o serviço secreto israelense, tornou-se evangélico e entregou o pai, um fundador do Hamas

Por Rodrigo Ribeiro Rodrigues
18/05/2010 13:02h
Filho do chefão do Hamas se converte ao cristianismo e entrega o paiA vida do palestino Mosab Hassan Yousef, de 32 anos, desafia a lógica do conflito árabe-israelense, em que as rivalidades são quase sempre hereditárias. Filho mais velho do xeque palestino Hassan Yousef, um dos sete fundadores do Hamas, grupo terrorista transformado em partido, o jovem foi criado para ser um líder extremista. Contra todas as possibilidades, traiu o pai, colaborou com o inimigo, denunciou os companheiros e converteu-se ao cristianismo. Após dez anos de bons serviços prestados como agente duplo do Shin Bet, o serviço secreto militar de Israel, hoje Mosab Yousef vive na Califórnia, nos Estados Unidos, onde divide o seu tempo entre o surfe e os cultos em uma igreja evangélica de San Diego. Em entrevista concedida a VEJA por telefone, ele definiu o Corão como "um livro doente que deveria ser banido das escolas, das bibliotecas, das mesquitas". Em sua biografia, Filho do Hamas(Sextante), lançado no Brasil na semana passada, a vocação de Yousef para fazer proselitismo religioso ganha, felizmente, menos espaço do que as histórias de espionagem e traição que envolvem sua trajetória. A desilusão com o Islã e com o Hamas começou no período em que Yousef esteve preso em Megiddo, uma penitenciária israelense a 5 quilômetros da fronteira com a Cisjordânia. Detido por porte de armas em 1996, quando tinha 18 anos, Yousef permaneceu em uma área exclusiva para integrantes do Hamas. Durante os dezoito meses em que esteve preso, testemunhou membros do grupo torturando os próprios colegas. Qualquer um que demorasse um pouco mais no banho ou tivesse um sotaque diferente podia ser acusado de agente duplo e receber uma punição. Os terroristas enfiavam agulhas sob as unhas dos suspeitos e derretiam embalagens plásticas para queimar sua pele. Para não deixar que os gritos das vítimas chamassem a atenção dos guardas israelenses, ligavam a televisão no volume máximo. "Era um grau de brutalidade que nem mesmo os israelenses tinham conosco", diz Yousef. Depois de ser libertado, ele encontrou um jovem estrangeiro que lhe apresentou os dogmas evangélicos. Começou, então, a ter aulas noturnas de religião em uma escola católica de Ramallah, na Cisjordânia. O processo de conversão ocorreu às escondidas e durou seis anos. Já na prisão Yousef fora convidado a colaborar com o Shin Bet. Ele acredita que seus colegas palestinos nunca desconfiaram de sua vida dupla simplesmente por ser o filho de quem era: um dos mais influentes líderes do Hamas. O parentesco dava ao jovem acesso à elite política palestina, como Yasser Arafat, e aos bastidores dos planos terroristas de grupos como o Hamas e a Brigada dos Mártires de Al Aqsa, ligada ao partido secular Fatah. Foi graças a informações passadas por Yousef que alguns dos homens mais perigosos dos territórios ocupados puderam ser presos. Em 2001, Yousef telefonou de seu carro para o Shin Bet e deu as coordenadas para a localização do veículo em que se encontrava Muhaned Abu Halawa, um traficante de armas de 23 anos procurado por dar apoio logístico aos atentados da Brigada dos Mártires de Al Aqsa. Em seguida, do alto de uma colina, um tanque israelense fez disparos precisos em direção ao carro de Halawa, estacionado em uma rua de Ramallah. "Um dos projéteis atravessou o para-brisa, mas Halawa deve ter percebido o ataque, porque abriu a porta a tempo e pulou para fora, em chamas", diz Yousef, que se encontrava a poucos metros do alvo. O informante, acompanhado do pai, ainda visitou o terrorista chamuscado no hospital. Meses depois, os israelenses eliminaram Halawa com mísseis lançados de dois helicópteros, dessa vez sem a ajuda de Yousef. "Posso dizer que, durante toda a minha colaboração com o Shin Bet, sempre me preocupei em apenas participar de operações que não atentassem contra a vida humana", diz o ex-agente duplo. Nem sempre esse princípio funcionou. Em 2002, Yousef recebeu cinco homens pedindo ajuda em sua casa, em Ramallah. Eles estavam com um automóvel cheio de explosivos e precisavam de um lugar seguro para se esconder antes de realizar um atentado em Israel. Yousef deu dinheiro a eles e recomendou que encontrassem um hotel nas proximidades. Em seguida, ligou para o Shin Bet, que, discretamente, recolheu o carro-bomba. O informante palestino pediu para poupar os militantes. A condição foi aceita. Durante a noite, os militares israelenses invadiram o quarto dos terroristas para prendê-los. Um deles tentou escapar pela janela, mas foi abatido a tiros antes de alcançar a rua. Yousef garante que nunca colaborou com os israelenses por dinheiro. Em pelo menos três ocasiões, contudo, ele recebeu uma espécie de ajuda de custo de Tel-Aviv. Em uma delas, ganhou algumas centenas de dólares para "comprar algumas roupas, cuidar de mim mesmo e curtir a vida", como ele descreve no livro. Em 2005, seu pai, Hassan Yousef, estava sendo procurado pelos israelenses, e ele resolveu ajudá-lo, escondendo-o. Yousef, o filho, enfrentava um dilema: se continuasse escondido com o pai, poderia ser morto junto com ele; se o delatasse, temia que sua identidade como informante fosse descoberta pelo Hamas. Resolveu telefonar para o Shin Bet, pedindo para ser preso junto com o pai. O líder do Hamas está até hoje na cadeia. Seu filho ficou apenas três meses preso. Na sua avaliação, o pai, por ser da ala política doHamas, não pode ser considerado um terrorista. Ainda assim, Mosab Yousef acha que fez a coisa certa. Hamas Organização palestina, de orientação sunita, que inclui uma entidade filantrópica, um partido político e um braço armado, as Brigadas Izz ad-Din al-Qassam. É o mais importante movimento fundamentalista islâmico palestino O Hamas foi criado na cidade de Gaza, em 1987, no início da Primeira Intifada, pelos Xeques Ahmed Yassin, Abdel Aziz al-Rantissi e Mohammad Taha da ala palestina da Irmandade Muçulmana do Egito. O braço político e beneficente da Irmandade Muçulmana é então reconhecido oficialmente por Israel. O grupo se concentrava na ajuda social e em projetos religiosos, com uma intensa ação social e comunitária. Segundo várias fontes, a Irmandade Muçulmana palestina, durante os anos 1970 e 1980, foi financiada direta ou indiretamente por diferentes Estados, como a Arábia Saudita e a Síria, mas também pelo Mossad, o serviço secreto israelense. Com informações de Veja/ Enciclopédia Livre

Pastora da Bola de Neve Church é destaque na Revista Isto É

Como Priscila Mastrorosa atrai para a igreja bola de neve polêmicas musas do imaginário masculino

Por Rodrigo Ribeiro Rodrigues
24/05/2010 14:14h
Pastora da Bola de Neve Church é destaque na Revista Isto ÉJesus Cristo era um personagem vip. Tinha um temperamento tão agradável que na primeira vez que encontrou seus discípulos os convidou para ir à balada. Mesmo no meio de bêbados e mulheres marginalizadas, o filho de Deus mantinha seus princípios. Continuaria comportado ainda que se deparasse numa festa com a desregrada Maria Madalena, de copo na mão, dizendo: “E aí, Jesus, você vem sempre aqui? Shake your body! (mexa seu corpo!)” Essa leitura sui generis da passagem do Filho de Deus pela Terra pode parecer uma blasfêmia para a maioria das pessoas, mas tem sido a pedra fundamental do discurso de evangelização da pastora Priscila Mastrorosa, 36 anos, da igreja Bola de Neve. É com essa linha de pregação que ela arrebanhou os mais de 1.200 fiéis que frequentam seu templo localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Não por acaso, ela fala a língua deles. A grande maioria dos presentes nos cultos é de jovens com jeito de surfista, cabelo rastafári, bermudões e tatuagens. Algumas vezes, a pregação de Priscila é interrompida por gargalhadas. “A mensagem de Deus não pode ser algo chato, maçante”, justifica. Nesse estilo, a líder religiosa cativou pessoas conhecidas, entre elas ex-símbolos sexuais como Regininha Poltergeist, Marinara Costa ou Georgiana Guinle. Com mais outras três subcelebridades convertidas, está produzindo “Boladas”, um programa de debates para a tevê. Também escreveu uma comédia teatral e planeja lançar até novelas. Tudo em nome de Jesus. Do debate, que será uma espécie de “Saia Justa” (programa feminino do canal pago GNT) evangélico, já foram gravados pilotos discutindo temas como drogas e sexo. “Essas coisas (drogas) acontecem pela falta de Jesus”, conta Regina Oliveira, que na década de 80 povoava o imaginário masculino como a sexy Regininha Poltergeist, estrela nua de várias capas de revista. “Quanto ao sexo, é preciso ter cuidado, escolher a pessoa certa, ou então vai se relacionar com meio mundo e, no final, se sentir infeliz.” A pastora adianta que a pauta de discussões do programa seguirá assim, sem limitações. “Podemos tratar de qualquer assunto, desde que seja para passar valores de família, de vida”, explica Priscila. “Aqui não discriminamos ninguém, talvez isso tenha atraído essas mulheres para a igreja Bola de Neve.” A atriz Luciana Bessa (ex-“Malhação”), que com as atrizes Roberta Foster e Giselle Policarpo completa o grupo das seis “Boladas”, confirma essa impressão. “Não ouvi broncas, apenas orientação. Antes encarava o sexo como algo casual, hoje não.” Luciana é casada com um integrante da igreja. A própria pastora já andou por caminhos tortuosos, digamos assim. Apesar de seus pais seguirem a religião batista, também protestante, ela se afastou dos cultos na adolescência. “Aos 15 anos fui para uma praia paulista, onde surfava e fumava maconha”, diz. Seguiu os passos de seu irmão, Rinaldo, que também gastou boa parte da adolescência surfando, usando drogas e só voltou a praticar a religião após contrair hepatite. “Meu irmão contou que teve uma experiência com Jesus. Eu dizia apenas: ‘Que bom para você’”, recorda. Três anos depois, por um motivo prosaico, foi a vez de Priscila se reconverter. Uma noite estava na praia, quando uma amiga perdeu a chave do carro. Então, ela prometeu a Deus que, se encontrassem a tal chave, se tornaria pastora. “Achei o chaveiro logo em seguida. Então resolvi cumprir a promessa.” Foi estudar teologia e pouco depois iniciou a parceria com o irmão, que havia criado a Bola de Neve. É casada há dez anos com o pastor Gilson, também integrante da igreja. O casal não tem filhos. Apesar de embalar a pregação com cores modernas e joviais, no conteúdo a Bola de Neve não difere de outras denominações evangélicas. Defende o temor a Deus sem contestação, critica ícones das religiões afro-brasileiras e as práticas da Igreja Católica. A pastora refuta a bebida e o cigarro, define o homossexualismo como um comportamento que pode ser mudado caso a pessoa encontre Deus e desaconselha o sexo casual. “O que dizemos é que a relação sexual deve acontecer depois do casamento. Mas, se rolar, que seja com camisinha ou pílula anticoncepcional”, afirma. A informalidade, no entanto, dá outro tom a essas ideias tradicionais. Quando comenta sobre o comportamento daqueles que resistem à conversão, ela mais uma vez usa a linguagem dos jovens. “Quer continuar a ser um ‘manezão’? Não quer se transformar? Você é quem sabe...”, ameaça. Tanto Priscila quanto seu marido, o pastor Gilson, sabem que essa forma descontraída de falar combina com a linguagem da tevê e dos palcos. Por isso, “Boladas” deve ter um ritmo bem mais dinâmico do que os programas evangélicos tradicionais. O próximo passo é montar em um teatro carioca uma comédia na qual Roberta Foster, que aparecia seminua como a Eva do programa “Zorra Total”, na Rede Globo, viverá o papel de... Eva. “Mas, dessa vez, será o verdadeiro personagem bíblico”, diz a pastora Priscila. Ainda está por vir um debate esportivo e um projeto de filme. Se depender do senso midiático de sua líder religiosa, a Bola de Neve fará jus ao nome e arrebanhará cada vez mais ovelhas.

Bola de Neve Bola de Neve Church ou Igreja Bola de Neve é uma denominação evangélica neopentecostal fundada no ano 2000 por Rinaldo Luís de Seixas Pereira (Apóstolo Rina). O nome "Bola de Neve" vem da proposta dos fundadores tinham por objetivo propagar o trabalho como uma bola de neve, aumentando de tamanho e alcance ao longo do tempo. O slogan da igreja é "In Jesus We Trust" uma expressão em inglês que significa "Em Jesus Nós Confiamos" em Português. Apesar da liberdade de culto a igreja tem a Bíblia como regra básica, defendendo princípios básicos do Cristianismo Protestante como a castidade antes do casamento, o não uso de drogas e álcool. Adorar a Deus, Jesus Cristo, acima de todas as coisas. Como uma igreja pentecostal, crê no Espírito Santo como enviado de Deus para operar e realizar milagres e transformações na vida das pessoas. Com informações de Isto É/ Enciclopédia Livre

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